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Portugal: Violência doméstica em destaque no Dia da Mulher 2019
8 de Março de 2019

Celebra-se nesta sexta-feira, 8 de março, o «Dia Internacional da Mulher».

 

Em Portugal, as ações do Dia da Mulher destacam a violência doméstica: “Não existe um único país no mundo no qual as mulheres e raparigas estejam livres de violência masculina”, considera a «Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres».

 

Em Portugal, a violência doméstica fez 13 vítimas mortais neste início de 2019 (a última foi morta na noite de quarta para quinta-feira, em Vieira do Minho). Segundo dados de 2014, 43 por cento das mulheres na União Europeia experimentaram violência psicológica por parte de um parceiro desde os 15 anos. Em Portugal calcula-se que sejam 36 por cento.

 

As Nações Unidas propõem o tema “Pensemos em igualdade, construção das mudanças com inteligência e inovação” como guia de reflexão mundial para 2019. O tema faz referência às formas inovadoras para a defesa da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres no mundo.

 

Em sua mensagem para o «Dia Internacional da Mulher», Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da «ONU Mulheres», pede tecnologias e inovações sensíveis para promover a igualdade de gênero.

 

Dados da ONU sobre desigualdade de gênero

Mais de 2,7 mil milhões de mulheres estão legalmente impedidas de escolher o mesmo emprego que os homens. Das 189 economias avaliadas em 2018 pelo Banco Mundial, em 104 economias ainda existem leis que impedem as mulheres de trabalhar em determinados empregos, em 59 economias não existem leis sobre o assédio sexual no local de trabalho e, em 18 economias, os maridos podem impedir legalmente que as suas mulheres trabalhem.

A diferença salarial entre homens e mulheres é estimada em 23%. Isso significa que as mulheres ganham 77% do que os homens ganham.

Segundo a OIT (2016), estima-se que globalmente quase 40% das mulheres com empregos assalariados não têm acesso à proteção social.

Estima-se que 35% das mulheres em todo o mundo tenham experimentado violência física ou sexual por parceiro íntimo ou violência sexual por um não parceiro (sem incluir o assédio sexual) nalgum momento de suas vidas.

Estima-se que das 87 mil mulheres que foram intencionalmente mortas em 2017 globalmente, mais da metade (50 mil) foram mortas por parceiros íntimos ou membros da família, o que significa que 137 mulheres em todo o mundo são mortas por um membro da própria família todos os dias. Mais de um terço (30 mil) das mulheres intencionalmente mortas em 2017 foram mortas pelo seu atual ou anterior parceiro íntimo.

As mulheres adultas representam 51% de todas as vítimas de tráfico de seres humanos detetadas globalmente. Mulheres e meninas representam 71%, sendo as meninas quase três em cada quatro vítimas de tráfico de crianças. Quase três em cada quatro mulheres e meninas são traficadas para fins de exploração sexual.

Segundo a UNICEF (2017), aproximadamente 15 milhões de meninas adolescentes (com idade entre os 15 e os 19 anos) em todo o mundo experimentaram sexo forçado (relações sexuais forçadas ou outros atos sexuais) em algum momento de sua vida. Destes, 9 milhões de adolescentes foram vitimadas no ano passado. Na grande maioria dos países, as raparigas adolescentes correm maior risco de sexo forçado por um marido, parceiro ou namorado atual/antigo. Com base nos dados de 30 países, apenas 1% procurou ajuda profissional.

82% das mulheres parlamentares que participaram num estudo realizado em 2016 pela União Interparlamentar em 39 países de cinco regiões relataram ter sofrido alguma forma de violência psicológica (comentários, gestos e imagens de natureza sexual machista ou humilhante) ou ameaças enquanto cumprem os seus mandatos.



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