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Filipinas: Detida jornalista crítica do governo
15 de Fevereiro de 2019

Maria Ressa, jornalista abertamente crítica do regime do presidente Rodrigo Duterte, foi detida esta semana sob a acusação de “difamação cibernética”.

 

Amnistia internacional condenou a prisão considerando um ato com motivação “descaradamente político». Já o Governo de Duterte declarou que foi um ato “normal” em resposta à queixa.

 

Duterte também já havia criticado os jornalistas que escreveram textos desfavoráveis sobre o governo, incluindo sobre a campanha de combate ás drogas que causou a morte de centenas de suspeitos, na sua maioria pobres.

 

Sobre a situação, Ressa, que lidera o portal de notícias Rappler, deu a seguinte declaração: “Não estamos intimidados. Essas acrobacias com a lei mostram até onde o governo pode ir para silenciar os jornalistas”.

 

De acordo com Ressa, a denúncia por difamação ocorreu cinco anos após a publicação do artigo, em 2012 e a Lei de Prevenção ao Cibercrime só entrou em vigor meses após a publicação.

 

A Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC) e a Associação Portuguesa de Imprensa (API) condenaram a detenção da jornalista, informou a «Agência Ecclesia».

 

“A AIIC e a API manifestam o seu repúdio pela detenção de Maria Ressa, considerando tratar-se de um atentado ao exercício do jornalismo que deve merecer a condenação de quantos prezam a liberdade de imprensa e de expressão”, refere o comunicado conjunto.

 

Maria Ressa apareceu na lista de «Personalidades do Ano» da revista norte-americana Time em 2018.



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