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Mundo: 800 milhões quase sem água
22 de Março de 2018

A desigualdade da água está a aumentar em algumas nações do mundo, alertam os autores de um relatório que mostra que mais de 800 milhões de pessoas precisam viajar e fazer fila por pelo menos 30 minutos para obter água.

 

Nesta quinta-feira, 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água.

 

Embora as manchetes recentes tenham focado a seca na Cidade do Cabo, a ONG WaterAid, que publicou um relatório na quarta-feira, 21 de março, observou que comunidades em muitas outras regiões há muito tempo estão acostumadas a filas e suprimentos limitados.

 

De longe o país mais afectado é a Eritreia, onde apenas 19 por cento da população tem acesso básico à água. Ele é seguido por Papua Nova Guiné, Uganda, Etiópia, República Democrática do Congo e Somália, todos com taxas entre 37 e 40 por cento. Não é coincidência que muitas dessas nações tenham um grande número de refugiados vivendo em abrigos temporários.

 

Dentro dos países, há também uma variação considerável ligada à renda e a outros fatores. No Níger, apenas 41 por cento das pessoas mais pobres têm acesso à água, enquanto 72 por cento das pessoas mais ricas têm acesso à água. No vizinho Mali, 45 por cento dos pobres têm acesso à água, em comparação com 93 por cento dos ricos.

 

"A desigualdade no acesso à água está a crescer principalmente como resultado de uma falta de vontade política", disse Lisa Schechtman, diretora de política e defesa da WaterAid.



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