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Vaticano: Fiquem atentos à oração, pobreza e paciência, disse o Papa aos consagrados
8 de Maio de 2018

Fiquem atentos à oração, pobreza e paciência”, disse o Papa Francisco aos consagrados participantes de um encontro internacional no Vaticano.

 

O encontro, organizado pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, foi inspirado pelo tema «Consagração por meio dos Conselhos evangélicos».

 

Ao falar espontaneamente para os consagrados, o Santo Padre questionou “Quais são as coisas que o Espírito quer que se mantenham fortes na vida consagrada?”, recordando logo a seguir os três critérios autênticos, pilares da vida consagrada: oração, pobreza e paciência.

 

E passou a explicar:

Oração

“A oração é voltar sempre ao primeiro chamado”, ao encontro com o Senhor que chamou o consagrado a deixar tudo: mãe, pai, família e carreira para segui-Lo de perto. “Toda oração é voltar a isso, ao sorriso dos primeiros passos.”

 

“A oração na vida consagrada é o ar que nos faz respirar o chamado, renovar o chamado. Sem este ar não podemos ser bons consagrados. Seremos talvez pessoas boas, bons cristãos, bons católicos que trabalham em muitas obras da Igreja, mas a consagração deve ser renovada continuamente ali, na oração, no encontro com o Senhor.”

 

Pobreza

“A pobreza”, como dizia Santo Inácio de Loyola, “é a mãe, o muro de contenção da vida consagrada” e “defende do espírito mundano”. O espírito de pobreza não é negociável, pois corre-se o risco de passar da “consagração religiosa” à “mundanidade religiosa”. Um percurso que tem três degraus:

 

“O primeiro: o dinheiro, ou seja, a falta de pobreza. O segundo, a vaidade, que parte do extremo de ser um pavão e vai até as pequenas coisas de vaidade. O terceiro: a soberbia, o orgulho. E dali todos os vícios. Mas, o primeiro degrau é o apego às riquezas, o apego ao dinheiro.”

 

Paciência

Entende-se por paciência, “aquela que Jesus teve para chegar ao fim de sua vida”, a condição em que depois da última ceia vai ao Horto das Oliveiras. “Sem paciência se entendem as guerras internas de uma congregação”, “os carreirismos nos capítulos gerais”, e prossegue Francisco, “algumas decisões tomadas diante de problemas da vida comunitária como a perda das vocações”.



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