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Rep. Centro-Africana: Piora da situação humanitária
29 de Maio de 2018

A situação humanitária na República Centro-Africana, que já era grave, piorou com a escalada da violência, que ameaça dominar todo o país, alerta coordenadora das Nações Unidas (ONU).

 

De acordo com Najat Rochdi, uma em cada quatro pessoas está deslocada e a taxa de desnutrição severa em seis regiões chega a 15 por cento. Já o índice de mortalidade infantil está a 18 por cento (180 mortes para cada mil nascimentos).

 

Rochdi afirmou mesmo ficar “de coração partido toda vez que uma criança” lhe diz que está com fome.

 

A coordenadora da ONU explicou que é “horrível ouvir de meninos e de meninas que estão famintos, passando fome”. Ela lamenta a piora na situação do país, porque em um ano houve aumento de 70 por cento no número de deslocados internos.

 

No início de maio, a violência alcançou a capital Bangui e durante um incidente entre forças de segurança nacionais e milícia armada, 70 pessoas morreram.

 

Segundo Rochdi, a República Centro-Africana é atualmente um dos locais mais perigosos do mundo para os trabalhadores humanitários.

 

Cerca de 70 por cento das famílias não têm acesso à água potável e 80 por cento fazem suas necessidades ao relento.

 

Aproximadamente 670 mil pessoas estão deslocadas, além de 580 mil refugiados em países vizinhos como Camarões e Chade.



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