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Brasil: Promover igualdade para superar preconceitos
5 de Abril de 2018

O Vatican News apresentou em reportagem o depoimento de diversas figuras da Associação de Bispos, Presbíteros, e Diáconos Negros sobre o espaço que os negros ocupam na sociedade e na Igreja no Brasil.

 

Em 1963, uma campanha lançada por Martin Luther King, pedia ao governo dos Estados Unidos ajuda económica para as camadas mais vulneráveis. Na chamada «Marcha sobre Washington», 55 anos atrás, 250 mil pessoas pobres (afro-americanos, indianos, porto-riquenhos e de outras nacionalidades) desfilaram, clamaram, discursaram, rezaram e cantaram por liberdade, trabalho, justiça social e pelo fim da segregação racial contra a população negra dos Estados Unidos.

 

Não adianta fechar os olhos. O racismo existe e está presente em toda a sociedade. Segundo o Padre Jorge Rodrigues Pereira, Presidente do Instituto Mariama, Associação de Bispos, Presbíteros, e Diáconos Negros do Brasil, do racismo “velado” de tempos atrás, hoje o racismo em nosso país é “descarado”.

 

Para o Secretário-Executivo do Instituto Mariama, Padre Guanair da Silva Santos, até dentro da própria Igreja Católica o clero negro tem pouco espaço. “Um dos maiores desafios para os presbíteros negros no Brasil é a consideração das origens do vocacionado. A Igreja deve – como pede o Documento de Aparecida – assumir plenamente a causa do povo negro”.

 

Na quarta-feira, 4 de abril, foi assinalou-se os 50 anos do assassinato de Martin Luther King.



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