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Amazónia: Bispos assinam carta de apoio ao Padre Amaro
24 de Abril de 2018

Os bispos da Amazónia assinaram uma carta em que manifestam apoio ao padre José Amaro Lopes de Souza, pároco da paróquia de Santa Luzia de Anapu (Pará), preso há mais de 20 dias em Altamira.

 

No texto, o conjunto de bispos afirma que acompanha de forma apreensiva as investigações, e que deseja que padre Amaro tenha de volta a liberdade o mais rápido possível. Os bispos também falam da preocupação com a constante criminalização das lideranças populares e agentes de pastoral da região.

 

“O Servo não é maior do que o seu Senhor. Se a mim perseguiram, também vos perseguirão” (Jo 15,20)

 

“Padre Amaro vinha há anos sendo alvo de ameaças.  Agora ele é vítima de difamação para deslegitimar todo o seu empenho em favor dos menos favorecidos. Ele é um incansável defensor dos direitos humanos, defensor da regularização fundiária, da reforma agrária e dos assentamentos de sem-terra”, defendem os bispos.

 

“Repudiamos as acusações de ele promover invasões de terras que são reconhecidas pela Justiça como terras públicas, destinadas à reforma agrária, mas se concentram ainda nas mãos de pessoas economicamente poderosas”, acrescentam.

 

Na carta, os bispos demonstram também preocupação com o aumento no número de assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, de indígenas, de quilombolas, de posseiros, de pescadores e assentados. Em 2015 foram registrados 50 assassinatos e em 2017 o número foi de 70 assassinatos.

 

“Também tem nos preocupado a criminalização de lideranças populares e de agentes pastorais, como no caso de agentes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI)”, concluem os bispos.



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