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Mundo: Fake news que geram crises e conflitos
26 de Abril de 2018

Um "menino crucificado", uma menina que denunciava atrocidades e uma foto com homens armados a acusar um povo de violência. A BBC aponta três exemplos em que notícias falsas ou informações fabricadas chegaram à comunicação e às redes sociais com capacidade para gerar crises e até conflitos.

 

"Se uma história é demasiadamente emocionante ou dramática, provavelmente não é real. A verdade é geralmente entediante", disse a jornalista ucraniana Olga Yurkova durante a palestra inaugural do TED 2018, a série de conferências realizada neste mês em Vancouver, no Canadá.

 

Em sua apresentação, a ativista engajada no combate a notícias falsas - cofundadora do site StopFake - disse que as chamadas fake news são "uma ameaça à democracia e à sociedade".

 

"A Ucrânia está sujeita à propaganda russa há quatro anos, mas notícias falsas estão sendo disseminadas no mundo inteiro", disse ela.

 

"As pessoas já não sabem o que é real e o que é falso. Muitas deixaram de acreditar e isso é ainda mais perigoso", alerta.

 

Yurkova lançou o «StopFake» em 2014 para abordar o problema na Ucrânia. Desde então, o grupo evoluiu até se transformar em uma sofisticada organização de comprovação de factos em 11 idiomas.

 

Com esse trabalho, a organização revelou, até agora, mais de mil histórias mentirosas na Ucrânia e ensinou a mais de 10 mil pessoas de todo o mundo a reconhecer quando uma notícia é falsa.

 

Leia na página da BBC sobre os detalhes de cada caso apresentado e como as mentiras foram contadas e os problemas que causaram. Inclusive sobre o agravamento da perseguição aos rohingyas e a crise gerada no Myanmar em 2017.



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