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Moçambique: Missionárias contra os ladrões das terras
6 de Novembro de 2017

Chegamos a Nataleia guiados pela Irmã Rita Zaninelli, missionária comboniana, uma activista do movimento católico Justiça e Paz, que procura defender as terras dos camponeses, ameaçadas pela avidez das grandes multinacionais. A primeira etapa de uma longa viagem seguindo as pegadas dos “ladrões das terras”, em um País cada vez mais prejudicado pelo land grabbing, o açambarcamento das terras.

 

“Aqui no Norte de Moçambique, as multinacionais estão a transformar milhares de hectares de terra comunitária em monoculturas de soja, girassol e jatropha curcas”, explica a missionária. Exactamente o contrário do que a Irmã Izolde tem vindo a ensinar há tantos anos.

 

Os campos de cebola da Irmã Izolde, floridos em Agosto e já mais verdes em Setembro, tornaram-se quase uma lenda em Nataleia, na fronteira entre as cidades moçambicanas de Nampula e Niassa. A alface, a papaia e o maracujá ressaltam como explosões de cor na savana áspera e intensa. Estamos no nordeste do Moçambique rural, onde a terra é tão preciosa – ou mais – quanto o ouro. A Irmã Izolde Forigo, brasileira, da Congregação da Imaculada Conceição, como engenheira agrónoma, vive nesta vila desde 1997.

 

Em 2007, a Irmã Izolde Forigo fundou uma escola profissional agrícola, com 38 alunos, para promover a agricultura familiar. “O sucesso do método é devido à pedagogia da alternância”, explica a religiosa.

 

Os alunos alternam entre duas semanas de trabalho nos campos (a machamba familiar) e duas semanas de formação nas salas de aulas. Assim, aprendem a transformar a savana dura e fértil em terrenos de feijão, mandioca e milho. E fazem-no mantendo uma relação estreita com a família alargada. Na escola, aprendem também como comercializar os produtos. “O método nasceu na França em 1935 e foi desenvolvido no Brasil: cultivar a terra faz parte do criar comunidade”, esclarece a Irmã Izolde.

 

Para ler o artigo completo, no jornal italiano “Avvenire”, clique aqui.



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