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Mundo: Prémio Sakharov à oposição democrática venezuelana
27 de Outubro de 2017

O Parlamento Europeu decidiu atribuir o Prémio Sakharov à “oposição democrática venezuelana”, reconhecendo-lhe “coragem” na “luta pela liberdade”.

 

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2017 cabe à Assembleia Nacional e a “todos os presos políticos” que integraram as fileiras da oposição à administração de Nicolás Maduro.

 

A candidatura da oposição venezuelana foi submetida pelos grupos do Partido Popular Europeu (PPE) e Liberal (ALDE).

 

“Ao longo dos últimos anos, a Venezuela tem-se debatido com uma crise política. O partido no poder tem limitado constantemente o primado do Direito e a ordem constitucional e, em março de 2017, o Supremo Tribunal privou a Assembleia Nacional democraticamente eleita do seu poder legislativo”, lê-se na nota divulgada pelo Parlamento Europeu.

 

O Parlamento Europeu cita Julio Borges, presidente da Assembleia Nacional, dominada pelas forças opositoras do regime: “Não se trata apenas de um confronto político na Venezuela. Trata-se de um confronto essencial, existencial, baseado em valores”.

 

Com base em dados do Fórum Penal Venezuelano, estrutura de defesa dos Direitos Humanos que presta assistência jurídica gratuita a cidadãos com baixos recursos, o mesmo texto refere que o número de presos políticos no país de Maduro “ultrapassou os 600”.

 

“Desde o início do ano, mais de 130 opositores foram assassinados e mais de 500 foram detidos arbitrariamente”, conclui o Parlamento Europeu.

 

Também concorriam ao prémio Aura Lolita Chavez Ixcaquic, educadora e defensora dos Direitos Humanos da comunidade indígena Maya K'iche, em El Quiché, na Guatemala, e Dawit Isaak, jornalista e prisioneiro de consciência na Eritreia que se tornou “símbolo internacional da luta pela liberdade de imprensa”.

 

Em 2016 o prémio com o nome do cientista e dissidente soviético Andrei Sakharov (1921-1989) distinguiu Nadia Murad e Lamiya Aji Bashar, duas mulheres da etnia Yazidi no Iraque que escaparam a uma situação de escravatura às mãos do Estado Islâmico. Um ano antes havia sido entregue ao bloguer saudita Raef Badaoui, encarcerado por “insulto ao Islão”.



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