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Amazónia: Sínodo Pan-amazónico vai alargar o coração e o horizonte da Igreja
19 de Outubro de 2017

“O Sínodo Pan-amazónico vai alargar o coração e o horizonte da Igreja naquela região. Lá, onde as Sementes do Verbo foram plantadas pelos primeiros missionários e abraçadas pelos povos nativos, a Igreja cometeu erros e pediu muitas vezes perdão. O Sínodo vai ser uma oportunidade ímpar para pensarmos em como ser mais acolhedores, mais servidores e mais próximos dos povos indígenas, frequentemente desprezados e desacreditados”, declarou o Arcebispo de Porto Velho e Presidenta do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Dom Roque Paloschi.

 

Esta foi a primeira reação do arcebispo à convocação da Assembleia especial do Sínodo dos bispos para a região da Pan-Amazónica, em outubro de 2019. Nove Igrejas da região amazónica compõem o grupo: Brasil, Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Venezuela.

 

A primeira visita do Papa à Amazónia está prevista para breve: durante sua viagem ao Peru, em 19 de janeiro, irá à cidade de Puerto Maldonado, capital do departamento Madre de Dios e da província de Tambopata. Ali, Francisco se reunirá com indígenas da selva peruana e de territórios vizinhos da Bolívia e do Brasil.

 

Em maio de 2017, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Rede Eclesial Pan-amazónica (REPAM), já ressaltava a importância de dois aspectos fundamentais da região: o propriamente missionário/evangelizador e a questão ecológica.

 

Para o secretário executivo da REPAM, Maurício López, os “povos indígenas e as comunidades amazónicas devem ser os interlocutores principais deste Sínodo”.

 

“Durante todo o processo do Sínodo, a voz daqueles que vivem no território amazónico é fundamental. Os bispos obviamente, mas sobretudo também a vida religiosa encarnada que é entregue todos os dias nesse território (sacerdotes, missionários, missionárias, leigos).

 

A REPAM trabalha em sintonia com a Santa Sé, Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Secretariado da América Latina e Caribe de Caritas (SELACC) e Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR).



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