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Vaticano: Respeito, responsabilidade e relação com o meio ambiente
14 de Julho de 2017

Respeito, responsabilidade e relação: esses são os três “R” que o Papa Francisco propõe quando o assunto é meio ambiente.

 

Contidas na Encíclica sobre a criação, o Pontífice voltou a citar as três palavras ao dirigir uma mensagem ao II Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”, que decorre atá sábado, 15 de julho, no Rio de Janeiro.

 

A mensagem foi endereçada ao Arcebispo emérito de Barcelona e Presidente da Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, Cardeal Lluís Martínez Sistach.

Para Francisco, respeito, responsabilidade e relação são três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.

 

Respeito

“O respeito é a atitude fundamental que o homem tem de ter com a criação”, escreve o Papa, para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. De modo especial, Francisco falou “do direito fundamental” à água e advertiu que, se não receber a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas.

 

Responsabilidade

Já a responsabilidade diante da criação constitui uma de nossas tarefas primordiais. “Não podemos ficar com os braços cruzados quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados.” Para Francisco, essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos.

O Papa lamenta a indiferença e a passividade diante de tantas tragédias e necessidades de nossos irmãos e irmãs. “Cada território e governo deveria incentivar modos de responsabilizar seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável.”

 

Relação

O terceiro “R”, a relação, ou melhor, a falta de relação, não é uma característica visível somente nas grandes cidades multiculturais, mas acomete também a zona rural. O fluxo constante de pessoas faz com que as sociedades contemporâneas sejam cada vez mais fechadas e desconfiadas. “A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes”, recorda o Pontífice.

Por isso, é importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais quentes, “que derrubem os muros que isolam e marginalizam”. Francisco pede o engajamento de grupos, escolas, paróquias, “que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades”.

 

Em uma outra notícia relacionada com o Brasil e o meio ambiente, foi constatado que o país é o mais perigoso para os defensores ambientais.

 

“O ataque a riqueza natural da Amazônia faz do Brasil, mais uma vez, o país mais mortal do mundo em termos de números de defensores mortos”, diz o relatório da Global Witness referente ao ano de 2016.



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