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RD Congo: País vive tensão pré-eleições
19 de Dezembro de 2018

Aumenta o clima de tensão com a proximidade das eleições na República Democrática do Congo. Nos últimos meses, houve repressão violenta contra os partidários da oposição. Um incêndio, aparentemente criminoso, destruiu 7.000 urnas eletrónicas em Kinshasa. Há um alto risco de fraudes, num país onde o presidente Joseph Kabila – no poder desde 2001, após o assassinato do seu pai – não perde oportunidade de mostrar a sua absoluta falta de vontade de deixar o governo.

 

Diante deste cenário, há possibilidade de as eleições serem adiadas e o país mergulhar no caos.

 

No final de 2017, ao fim do segundo mandato de Kabila, houve muito derramamento de sangue e uma repressão política brutal no período que antecedeu o prazo de 19 de dezembro, quando deveriam ser realizadas as eleições do país.

 

Um acordo mediado pela Igreja Católica afirmava o compromisso de que as eleições presidenciais seriam realizadas antes do final de 2017 e que Kabila não buscaria um terceiro mandato. No entanto, o progresso na implementação do acordo estagnou, e questões sérias persistem sobre se Kabila e outros líderes políticos estão comprometidos em organizar eleições. A repressão do governo contra a oposição política, mídia e grupos da sociedade civil continua, e tem havido pouca ou nenhuma responsabilidade por abusos do passado. Conflitos violentos se intensificaram em todo o país, com numerosos grupos armados.

 

As forças de segurança do governo mataram pelo menos 7 partidários da oposição, feriram mais de 50 pessoas e detiveram dezenas de outros de 9 a 13 de dezembro.

 

De acordo com a «Human Rights Watch», “as forças de segurança congolesas estão a inflamar uma situação já tensa usando de força excessiva contra comícios de campanha da oposição”.



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