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JMJ: Do Sínodo dos jovens às Jornadas Mundiais da Juventude
14 de Janeiro de 2019

O Panamá acolhe, de 22 a 27 de janeiro de 2019, as Jornadas Mundiais da Juventude com o Papa Francisco. Este evento pretende dar mais visibilidade e corpo aos objetivos do Sínodo dos Jovens, como ficou conhecido. Convocado pelo Papa, este Sínodo foi um caminho longo percorrido por muita gente. Houve um questionário on-line. Aconteceu uma inédita Reunião pré-sinodal. Foi produzido um «Instrumento de Trabalho». Depois, aconteceu a Assembleia Sinodal, de 3 a 28 de outubro de 2018, em Roma. Foi escrita a «Carta dos Padres Sinodais aos Jovens». Por fim, saiu em várias línguas, o Documento Final.

 

Novidades? O tamanho: são 3 partes com 4 capítulos cada… um total de 167 números. O fio condutor é o texto do aparecimento de Cristo ressuscitado aos discípulos de Emaús (Lc.24, 13-35). A I Parte é para contar o que foi dito no Sínodo como ponto da situação acerca dos jovens, da sua vocação e Missão na Igreja. A II parte apresenta já algumas chaves de leitura. A III parte avança propostas concretas sobre a Missão dos jovens no futuro.

 

Apresento alguns recortes colados para motivar à leitura integral.

 

O Documento começa com uma afirmação forte: “A escuta é um encontro de liberdades’ (nº6). Passa para a influência das tecnologias da comunicação: ‘A internet e as redes sociais são uma praça onde os jovens passam muito tempo e se encontram facilmente (…). Estes meios constituem uma extraordinária oportunidade de diálogo, encontro e permuta entre pessoas (…), lugar de participação socio-política e de cidadania ativa” (nº22). Mas tem um lado obscuro: “é território de solidão, manipulação, exploração e violência (cyberbullying) (nº23), ‘operam no mundo digital gigantescos interesses económicos (…). A proliferação das «fake news» é expressão de uma cultura que perdeu o sentido da verdade e manipula os factos para interesses particulares” (nº24).

 

Refere que “ainda mais numerosos no mundo são os jovens que sofrem formas de marginalização e exclusão social, por razões religiosas, étnicas ou económicas” (nº42).

 

Os jovens caminham muito em direção às periferias, “inserindo nos processos sociais a inspiração dos princípios da doutrina social da Igreja: a dignidade da pessoa, o destino universal dos bens, a opção preferencial pelos pobres, o primado da solidariedade, a atenção à subsidiariedade, o cuidado da casa comum” (nº127).

 

Um dos sinais dos tempos é o do serviço de voluntariado: “muitos jovens estão empenhados ativamente no voluntariado e encontram no serviço o caminho para encontrar o Senhor. A dedicação aos últimos torna-se, assim, realmente uma prática da fé” (nº137).

 

Há importantes questões ecológicas, na linha da Laudato Si: “os jovens empenhados na política devem ser apoiados e encorajados a trabalhar para uma real mudança das estruturas sociais injustas” (nº154).

 

O Documento conclui com uma palavra de homenagem: “escutar os testemunhos dos jovens presentes no Sínodo que, no meio de perseguições, escolheram partilhar a paixão do Senhor Jesus, foi regenerante” (nº167).

 

Desejo que as Jornadas Mundiais da Juventude, no Panamá, rasguem novos caminhos ao futuro dos jovens.

 

Padre Tony Neves - Missionários do Espírito Santo



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