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RD Congo: Novo presidente é da oposição
14 de Janeiro de 2019

Félix Tshisekedi, um dos candidatos da oposição, foi anunciado como vencedor das eleições presidenciais da República Democrática do Congo.

 

De acordo com a Comissão Eleitoral (CENI), que divulgou os resultados provisórios, Félix Tshisekedi recebeu 38 por cento dos votos, enquanto Martin Fayulu Madidi somou 34 por cento e Emmanuel Ramazani Shadary, candidato apoiado pelo governo, obteve 23 por cento dos votos.

 

Félix Tshisekedi tem 55 anos e é filho do emblemático líder opositor e ex-primeiro ministro Étienne Tshisekedi. Até o mês de novembro de 2018, Tshisekedi esteve ligado ao bloco comum da oposição Lamuka (“Acorda”, em língua lingala) - encabeçado por Fayulu - quando se desvinculou para liderar a sua própria coligação.

 

A cerimónia de posse deve acontecer a 18 de janeiro de 2019.

 

Outros dados sobre as eleições, realizadas no dia 31 de dezembro de 2018, apontam que 40 milhões de congoleses (numa população de 81 milhões) estavam inscritos para votar, mas apenas 18 milhões puderam concretizar esse direto. Entre os que não puderam votar, mais de um milhão foram excluídos por conta da epidemia de ébola e da violência que assolam as regiões de Kivu e Beni. Em muitos locais de votação as urnas eletrónicas simplesmente não funcionaram e em outras áreas do país nem sequer havia eletricidade para fazer os equipamentos funcionarem. Além disso, muitas pessoas não encontraram seu nome na lista e não puderam votar.

 

No entanto, Martin Fayulu, segundo colocado na votação, afirma que é o legítimo vencedor com 61 por cento dos votos e anunciou que vai recorrer dos resultados diante da Corte Constitucional. O Tribunal Constitucional tem uma semana para proclamar os resultados definitivos ou anular o processo eleitoral.

 

Já o grupo de observadores «Sinergia das Missões de Observação Cidadã das Eleições» (Symocel, sigla em francês) elogiou os resultados provisórios que apontam para uma vitória de um candidato da oposição, “apesar das irregularidades registadas”.

 

“Enquanto aguarda o relatório final sobre o processo (eleitoral), a Symocel constata que, apesar das irregularidades registadas, esta etapa inaugura uma via de alternância política histórica esperada pelo povo congolês”, lê-se num comunicado.

 

Para o grupo de observadores, o resultado constitui uma base “para a consolidação da conquista da democracia e da paz” na RD Congo.



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