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ONU: A cultura, a fé e a identidade ainda estão ameaçadas
20 de Novembro de 2018

Em discurso durante o Fórum Global da Aliança das Civilizações, António Guterres salientou que “infelizmente, a cultura, a fé e a identidade ainda estão ameaçadas em todas as regiões do mundo”.

 

O 8º Fórum Global da Aliança das Civilizações teve início na segunda-feira, 19 de novembro, na sede da ONU em Nova Iorque, com um apelo para que os países promovam condições para que pessoas de diferentes identidades, religiões e culturas possam viver em harmonia, livres de discriminação e perseguição.

 

Guterres considera a Aliança de Civilizações relevante para que os integrantes de todas as religiões, culturas e identidades possam viver juntos em paz, com segurança e livres do medo.

 

Para o secretário-geral da ONU, soluções passam por diálogo, aposta em jovens e respeito a direitos humanos.

 

O chefe da ONU apontou a minoria rohingya de Myanmar como exemplo, destacando que essas populações são submetidas ao que chamou de “limpeza étnica” no único lugar onde elas podem chamar de lar.

 

Guterres falou ainda da população yazidi no Iraque, explicando que após sofrer a invasão do grupo terrorista Estado Islâmico e do Levante, Isil, teve seus homens assassinados e suas mulheres e meninas vendidas como escravas.

 

Para o secretário-geral, é inaceitável e uma fonte de “profunda vergonha” que a identidade transforme uma pessoa ou uma comunidade em um alvo de perseguição.

 

Guterres explicou que pessoas com identidades definidas por religião, cultura ou etnia, continuam sendo assediadas pelo ódio no mundo atual.

 

O representante destacou “que isso se observa com o ressurgimento dos neonazistas e do antissemitismo, com os ataques a refugiados e migrantes e a homofobia observada em mentes e leis em todo os países”.

 

Guterres propõe medidas em prol de sociedades com maior respeito e inclusão. A primeira é “um maior envolvimento em um diálogo sincero e inclusivo, onde líderes e organizações religiosas têm papéis importantes e são moderadores para promover a compreensão”.

 

Em segundo lugar, o secretário-geral disse que “é preciso aproveitar a criatividade e a energia dos jovens para criar um ambiente propício” e a “promoção de maior entendimento”.

 

Por fim, o chefe da ONU pediu esforços ligados ao respeito aos direitos humanos universais. Guterres destacou que tendo como base o respeito pela diversidade da humanidade, os países podem ajudar a combater a propaganda extremista.

 



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