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Iémen: ONU considera crise no país a pior do mundo
12 de Novembro de 2018

Organização das Nações Unidas (ONU) considera a crise humanitária no Iémen a pior do mundo e pede ação imediata para acabar com o sofrimento da população.

 

A Chefe de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, expressou indignação com o “efeito inconcebível” que o aumento das hostilidades na cidade de Hodeida está a ter na população já “profundamente amedrontada e faminta” no Iémen.

 

Bachellet disse que “a coalizão liderada pela Arábia Saudita, as forças houthis pró-Hadi, e aqueles que fornecem armas ou outros apoios às partes no conflito, têm o poder ou a influência para deter a fome e a morte de civis e para dar algum alívio para o povo do Iémen.”

 

A chefe de Direitos Humanos, acrescentou que “as violações cometidas por uma das partes no conflito não dão carta branca aos outros para que contra-ataquem a todo custo.”

 

De acordo com as informações, pelo menos 110 ataques aéreos foram realizados em Hodeida, Saada e Sanaa entre 31 de outubro e 6 de novembro. Desde a última quinta-feira, aviões da coalizão estão sobrevoando em baixa altitude a cidade de Hodeida, as forças houthis estão disparando mísseis e morteiros antiaéreos e violentos confrontos estão ocorrendo nas ruas.

 

Pelo menos 23 civis foram mortos na região desde 24 de outubro, mas a expectativa é de que o número seja muito maior. Cerca de 445 mil pessoas foram deslocadas no país desde o início de junho.

 

A ONU destaca que o Iémen é a pior crise humanitária do mundo, com 22 milhões de pessoas afetadas, que correspondem a 75% da população, dependendo de alguma forma de assistência e proteção humanitária.



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