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Sudão: Protestos exigem renuncia do presidente
21 de Janeiro de 2019

As manifestações no Sudão começaram em dezembro de 2018 pela escassez de combustível e pela alta no preço dos alimentos, mas agora se transformaram em protestos que exigem a renuncia do presidente Omar al-Bashir.

 

O governo sudanês confirmou a morte de 24 pessoas no decurso dos protestos, mas outros relatórios credíveis, incluindo da Amnistia Internacional, sugerem que o número de mortos é quase duas vezes maior. Mais de 800 foram detidos.

 

“Os problemas de manifestações continuam (e os mortos aumentam). O pão vai-se conseguindo com grandes filas de espera, nem que seja preciso esperar todo o dia. A internet tem estado bastante alterada e fechada por causa das manifestações antigovernamentais já há três semanas. A gente quer justiça, pão, novo governo. Está difícil... Quase 50 mortos. A nossa oração é para que se saibam resolver da melhor forma, com justiça e dignidade, os problemas do Sudão”, escreve um missionário.

 

Um comunicado da ONU em Genebra aponta o uso de munição real contra os participantes em protestos e a alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que são profundamente preocupantes os relatos ​​sobre o uso de força excessiva por parte das forças de segurança.

 

Por sua vez, o presidente sudanês, acusa “infiltrados e sabotadores” de matar os manifestantes e refere que as armas usadas nos assassinatos não existem no Sudão.

 

“Os infiltrados exploraram os protestos para queimar e destruir propriedades e matar os manifestantes. O médico de Burri foi morto de dentro do protesto por uma arma que não é mantida pelo exército nem pela polícia nem existe no Sudão", disse al-Bashir.

 

O governante acusa diretamente os rebeldes do «Movimento de Libertação do Sudão» (SLM-AW), liderado por Abdel-Wahid al-Nur, de receberem ordens para se infiltrar nos protestos e matar manifestantes, a fim de inflamar a crise e destruir o país.



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