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Santa Sé: Alterações climáticas também é uma questão moral
5 de Dezembro de 2018

Secretário de Estado do Vaticano discursou na abertura da «Conferência das Nações Unidas sobre o Clima» (COP24) e enfatizou que “a alterações climáticas são também uma questão moral, não apenas técnica”.

 

Para o cardeal Pietro Parolin, “sabermos o que podemos fazer e o que pretendemos fazer se torna um imperativo ético” e isso nos obriga a pensar seriamente em como “investir e orientar” os setores que tenham impacto no futuro da humanidade, “assegurando as condições para uma vida com dignidade em um planeta saudável”.

 

O cardeal salientou que, do ponto de vista da Santa Sé, o programa de combate ao aquecimento global deve ter “fundamentos éticos” e atender a três objetivos: “respeitar a dignidade humana, diminuir a pobreza e reduzir o impacto da mudança climática de maneira responsável e adaptada às condições. Sem perder o foco nas necessidades atuais e futuras”.

 

“Ainda é possível limitar o aquecimento global”, afirmou Parolin, mas é necessário fazê-lo com uma “clara e decidida vontade política” que promova o mais rápido possível o processo de transição para um modelo de desenvolvimento livre de tecnologias e comportamentos que influenciem na superprodução de gases de efeito estufa.

 

A COP24 decorre na cidade de Katowice, na Polónia, até 14 de dezembro.

 

O principal compromisso do Acordo de Paris é limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2 ºC e promover um esforço para que o aumento da temperatura não ultrapasse 1,5 °C.

 

De acordo com o «Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas» (Ipcc), mantendo o aquecimento global a não mais do que 1,5 °C acima da média global dos níveis pré-industriais ajudará a afastar os danos devastadores permanentes para o planeta e as pessoas.



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