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RD Congo: Governo expulsa representante da UE
28 de Dezembro de 2018

A República Democrática do Congo anunciou que vai expulsar o representante da missão diplomática da União Europeia no país.

 

De acordo com o governo congolês, Bart Ouvry dispõe de 48 horas para abandonar o território.

 

Decisão, tomada poucos dias antes das eleições presidenciais, seria uma retaliação pela manutenção das sanções europeias contra 14 personalidades congolesas.

 

O escrutínio já foi adiado várias vezes desde que expirou o mandato do presidente Joseph Kabila, em dezembro de 2016. E a votação de domingo promete ser tudo menos pacífica. Um surto de ébola foi invocado para cancelar e adiar para março a votação nas cidades de Beni e Butembo. Para a cidade de Yumbi a justificação foi a da violência étnica. As três cidades são conhecidas como bastiões anti-governo.

 

De acordo com a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) as alterações não afetarão o calendário eleitoral. Os resultados finais das eleições deverão ser conhecidos a 15 de janeiro e o novo chefe de Estado tomará posse três dias mais tarde.

 

Emmanuel Ramazani Shadary, designado pelo Presidente como candidato do partido no governo, é um dos visados pelas sanções da UE.



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