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Brasil: Sessenta indígenas assassinados em 2009
7 de Julho de 2010

Documento do «Conselho Indigenista Missionário» (Cimi) revela que 60 índios foram assassinados em conflitos fundiários em 2009. Dados apontam ainda para 19 casos de suicídio e 16 tentativas de homicídio.

 

«Relatório de Violência contra os Povos Indígenas 2009» será apresentado na próxima sexta-feira, 9 de Julho, na sede da «Conferência Nacional dos Bispos do Brasil» (CNBB), em Brasília.

 

De acordo com o vice-presidente do Cimi, Roberto Antônio Liebgott, a «violência sistemática» contra os índios é causada pela disputa de terras e pelo que chamou de «omissão do Poder Público». Na sua opinião, o Estado poderia ter resolvido os problemas se concluísse as demarcações das terras indígenas.

 

Segundo o Cimi, há 24 terras indígenas já identificadas por grupos de trabalhos e mais 64 com portarias declaratórias do «Ministério da Justiça» em processo de demarcação, que antecede o decreto presidencial de homologação.

 

De acordo com Liebgott, a maioria dos casos de assassinato dos índios ocorre em aldeias que se instalam entre as cercas das fazendas e a beira das estradas, como acontece, por exemplo, com os guaranis-caiovás e guaranis-nhandevas, em Dourados (MS), conforme constatado no local pelo «Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana» (CDDPH) em visita feita Março em deste ano.

 

O relatório do Cimi informa que em Mato Grosso do Sul foram assassinados 33 indígenas, 54 por cento dos casos. O estado também concentra a maioria dos casos de suicídio indígena apontados no relatório.

(RONNY MARINOTO)



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