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Indonésia: Lei islâmica para travar cristianismo
6 de Julho de 2010

Congresso que reuniu mais de 200 líderes de grupos muçulmanos radicais pediu que na Indonésia se instaurasse a lei islâmica e que as autoridades governem «seguindo os princípios do Islão» para assim travar «o alarmante fenómeno da cristianização».

 

Líder da «Frente Defensiva do Islão», Habib Rizieq disse que no congresso se tratou «sobre o alarmante fenómeno da cristianização, que se dá não somente em Bekasi mas em toda a Indonésia».

 

Comunidades cristãs expressaram sua preocupação e dizem inclusive a polícia «tem medo destes grupos que incitam ou promovem acções violentas». «Bekasi está a transformar-se em um terreno de conflitos entre opostos extremos: Alimenta a tensão a obra de proselitismo de numerosas denominações protestantes, em Jacarta e nas proximidades», refere nota da «Fides».

 

Entretanto, os maiores grupos muçulmanos da Indonésia rechaçaram os pedidos do congresso de Bekasi, ressaltando o valor de um estado laico. «Se pedíssemos a sharia (lei islâmica) em Bekasi, em outras províncias outras comunidades religiosas poderiam fazer o mesmo, pedindo políticas inspiradas nos princípios de sua fé», disse Iqbal Sulam, Secretário Geral da «Nahdlatul Ulama», uma das maiores organizações muçulmanas do país com 60 milhões de seguidores.

 

Sulam disse que «o islão é uma bênção para todo o universo e é um dever para todos os muçulmanos respeitar os adeptos de outra fé».

 

Do mesmo modo, o Secretário Geral da Conferência Episcopal da Indonésia, Dom Johannes Pujasumarta, disse que «com os líderes muçulmanos e de outras religiões ressaltamos recentemente a vontade de trabalhar juntos para construir uma sociedade apoiada na harmonia e paz, pedindo ao governo que actue por tal fim, que preserva o bem comum».

(RONNY MARINOTO)



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