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Mundo: Bem-estar infantil é desafio também para países ricos
16 de Junho de 2017

Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que mesmo nos países ricos, uma em cada cinco crianças vive em pobreza e uma em cada oito enfrenta insegurança alimentar.

Construir o Futuro: As crianças e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável nos países ricos (Building the Future: Children and the Sustainable Development Goals in Rich Countries) é o primeiro relatório que avalia a situação das crianças em 41 países ricos em relação aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) identificados como os mais importantes para o bem-estar das crianças. O relatório classifica os países em função do seu desempenho e detalha os desafios e as oportunidades que as economias avançadas enfrentam para a realização dos seus compromissos globais para com as crianças.

 

Alemanha e Suíça lideram em termos de progresso social em favor das crianças, enquanto Romênia, Bulgária e Chile ocupam a parte de baixo no ranking, segundo a Unicef, que observa que os três últimos têm renda per capita menor.

 

Contudo, uma análise mais detalhada revela que existe margem para melhorias em todos os países dado que todos eles se classificam a meio ou entre os três últimos da tabela relativamente a dois ou mais objectivos.

 

Veja o caso de Estados Unidos (37º entre 41 países) ou da Nova Zelândia (34º), o que revela que "renda nacional elevada não basta para garantir bons resultados em termos de bem-estar para as crianças", destaca o relatório.

 

Eslovênia, na nona posição, supera amplamente países mais ricos em vários indicadores.

 

Portugal ocupa a 18ª posição. Em relação aos objetivos de boa saúde e bem-estar e também de consumo e produção responsáveis, Portugal está em primeiro lugar.

 

A obesidade em crianças entre 11 e 15 anos, que "constitui igualmente uma forma de má nutrição", cresce na grande maioria destes países.

 

A taxa de mortalidade neonatal (durante as quatro primeiras semanas de vida) foi reduzida nos últimos anos, mas Canadá, Estados Unidos, Chile, México, Bulgária e Turquia ainda apresentam índices superiores à média de 2,8 mortes por mil nascimentos.

Os países do sul da Europa (entre eles Portugal, Itália e Espanha) apresentam os índices mais baixos de suicídio entre adolescentes e a Nova Zelândia, o mais elevado. No geral, esta taxa caiu nos últimos anos na maioria destes países.

 

Com base nos resultados apresentados no relatório, o UNICEF apela aos países de elevado rendimento para que tomem medidas em cinco áreas-chave:

. Colocar as crianças no centro de progressos equitativos e sustentáveis - Melhorar o bem-estar de todas as crianças hoje é essencial para alcançar a equidade e a sustentabilidade.

. Não deixar nenhuma criança para trás - As médias nacionais escondem muitas vezes desigualdades extremas e desvantagens graves dos grupos que se situam nos últimos lugares da tabela.

. Melhorar a recolha de dados comparáveis - Em particular sobre violência contra as crianças, desenvolvimento na primeira infância, migrações e género.

. Utilizar as tabelas classificativas para ajudar a adaptar as respostas políticas aos contextos nacionais - Nenhum país apresenta resultados positivos em todos os indicadores de bem-estar das crianças e todos os países enfrentam desafios para cumprir pelo menos algumas das metas dos ODS centrados nas crianças.

. Honrar o compromisso para com o desenvolvimento sustentável - O quadro global dos ODS envolve todos os países num esforço mundial.



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