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Vaticano: Papa ajuda vítimas da violência no Sudão do Sul
23 de Junho de 2017

“O Papa pelo Sudão”: assim se chama a iniciativa de apoio no campo da saúde, da educação e do trabalho agrícola com a qual o Papa Francisco quis manifestar concretamente caridade e proximidade à população do país africano em guerra desde 2013 devido a rivalidade entre as lideranças políticas da mais nova nação do continente negro. A iniciativa coloca-se ao lado da obra de várias congregações religiosas e organismos internacionais cujos representantes, junto com o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, fizeram esta quarta-feira (21/06), na Sala de Imprensa da Santa Sé, a apresentação do projecto.

 

Há uma gravíssima crise humanitária no Sudão do Sul devido a guerra vivida em meio ao silêncio do mundo: mais de sete milhões de pessoas passam fome, um milhão e meio é obrigado a fugir e agora milhares correm o risco de uma epidemia de cólera.

 

Todos os dias registam-se no país massacres e atrocidades e o “Papa Francisco jamais cessou de rezar e de pensar nessas vítimas que têm permanecido sem ser ouvidas. O Pontífice não pode visitar o país por esta total insegurança, mas quer fazer-se próximo de outro modo, esperando poder vê-las com seus olhos”, disse o purpurado a apresentar as iniciativas do Santo Padre.

 

Duas iniciativas no campo da saúde, uma no campo da educação e outra no campo da agricultura, âmbitos nos quais “sempre a Igreja expressa sua contribuição em favor dos últimos, ajudando para um desenvolvimento verdadeiramente integral”.

 

“O Santo Padre espera vivamente poder ir a este país o quanto antes em visita oficial. A Igreja jamais fecha à esperança num território tão sofrido. Aliás, convida à solidariedade, à compaixão e a escolhas audazes e a crer que a Divina Providência é sempre capaz de realizar aquilo que o coração do homem não ousa esperar”, disse o Cardeal Turkson.

 

Os fundos alocados – uma cifra pouco inferior a meio milhão de dólares – derivam da caridade do Papa, da Secretaria de Estado, do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e dos benfeitores, explicou o cardeal ganense.



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