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Sudão do Sul: Uma nova experiência
29 de Março de 2017

Ser refugiados é uma nova experiência que estamos a viver como comunidade. Saímos da missão de Lomin, in Kajo Keji, a 6 de fevereiro para tratar dos documentos necessários para podermos fazer o nosso apostolado com as pessoas da nossa paróquia nos campos de refugiados onde se encontram no norte do Uganda.

 

Assim pensámos, mas a situação complicou-se tão depressa que em poucos dias a nossa zona se converteu num campo de batalha e já não pudemos regressar à nossa comunidade.

 

Foi doloroso não poder regressar à nossa missão e fazer parte dos refugiados, mas esta é a nossa situação e a de milhares de pessoas.

 

Neste mês e meio em que deixámos a comunidade de Lomin, temos rodado por algumas comunidades combonianas e casas de alojamento porque ainda não temos um lugar própria para estabelecer a comunidade.

 

Quando recebermos os documentos para viver no norte do Uganda vamos arrendar uma casa num lugar perto dos campos.

 

Os irmãos da nossa comunidade no princípio do mês arriscaram ir com alguns trabalhadores à nossa missão e o que encontraram foi destruição e solidão.

 

A nossa casa foi saqueada, as portas dos nossos quartos arrombadas. Os vândalos deixaram pelo chão livros e outras coisas sem valor, tudo atirado e espalhado nos quartos, corredores e quintal.

 

Na capela da casa, o cálice da missa estava por terra com alguns adornos.

 

Durante este tempo de espera pelos documentos não estivemos de braços cruzados. Visitámos alguns campos de refugiados para planearmos as nossas actividades no futuro e celebrámos a Eucaristia e os sacramentos.

 

Já temos um programa intenso para a Semana Santa. Como será? Não sabemos, mas nas celebrações que fizemos havia muitos fiéis.

 

Darei outras novidades depois da Páscoa.

 

Por isso, desde já: Uma Páscoa Feliz da ressurreição do Senhor Jesus nos vossos corações e famílias.

Não vos preocupeis se não vos escrevo. Por cá não é fácil ligar-se à Internet em todos os lugares e a todas as horas, especialmente no norte. Quando posso ler as vossas mensagens, alegro-me e sinto-me muito unido a vocês.

 

Para terminar, não se esqueçam que são parte da minha missão. Por isso não se esqueçam de ter-nos nas vossas orações e na vossa ajuda à nossa gente.

Abuna Jesús, missionário comboniano



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