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Brasil: P. Ezequiel Ramin mártir
27 de Março de 2017

A paróquia da Sagrada Família de Cacoal e os Missionários Combonianos encerraram a etapa brasileira do processo de martírio do Servo de Deus, P. Ezequiel Ramin.

 

A documentação foi encaminhada para Roma, para se dar continuidade às etapas seguintes do processo, a fim de que o P. Ezequiel venha a ser reconhecido como mártir, por parte da Igreja.

 

No Brasil, o testemunho profético do jovem missionário P. Ezequiel Ramin é recordado pelos pobres da zona rural do interior da Rondónia e do Mato Grosso, como um padre alegre e simples, que gostava de visitar as famílias e de estar com o povo. Um dos seus gestos característicos era, quando avistava as pessoas, abrir os braços com a palma da mão para cima e seguir ao seu encontro para as abraçar. As pessoas testemunham ainda hoje que a alegria do Evangelho estava sempre presente no seu coração e na sua vida. Dizem que o missionário Ezequiel lutava pela justiça e pela dignidade dos indígenas e dos pequenos trabalhadores rurais. E que via nos rostos dos mais pobres, o rosto de Cristo.

 

«O que nos ensina a figura do Ezequiel».

Evangelizar, levar Boa Nova, tem o seu preço e só o pode fazer quem aceita de amar sem condições e colocar o bem do outro acima do seu próprio bem.

Não se evangeliza, se não se ama.

Não se ama, sem a vontade de participar numa obra comum «Apesar de algumas divergências, dizia D. Antônio do pe. Ezequiel, chegávamos sempre a boas conclusões».

Não se ama, se não se valoriza a cada um, segundo o seu dom e a sua competência.

Não se ama, sem uma espiritualidade (o que Pe. Ezequiel escrevia, afirmava e pregava vinha de uma Palavra de Deus aprofundada na oração e mergulhada nos desafios da vida).

Não se ama, se não se levam a protagonismo as pessoas.

Não se ama, se não se arrisca e não se é capaz de fazer a opção pelos mais pobres e injustiçados para se poder chegar a dialogar com todos, sem hipocrisias.

Não se ama, sem um espirito positivo e de esperança (o Pe. Ezequiel era o seu sorriso).

Não se ama, se não se entra num projeto eclesial comum (Ezequiel, jovem missionário, inserido no mais vivo do programa eclesial da Igreja do Brasil dos anos 70-90).

Não se ama, se não se conhece a fundo a realidade.

Não se ama, se não se age.

Não se ama, se não se está disponível a ir até o fim, até o dom da própria vida, se Deus e o bem do povo o requerem.

Amém.



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