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RD Congo: Milhares de refugiados buscam proteção em Angola
10 de Maio de 2017

Mais de um milhão de pessoas foram forçadas a sair de suas casas em oito meses de crescente violência nas províncias de Kasai, Lomami e Sankuru, no sul da República Democrática do Congo.

 

O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) disse que a crise aumentou tensões pré-existentes entre diversas comunidades e grupos étnicos, já que alguns são vistos como a apoiar o governo, outros a apoiar milícias.

 

Isto levou a altos índices de pessoas desalojadas dentro do país e ao deslocamento de dezenas de milhares para Angola.

 

O Ocha alertou que a violência levou a violações de direitos humanos e mortes de civis, incluindo o descobrimento de valas comuns, além de prejudicar os meios de subsistência de muitas famílias e a educação de milhares de crianças.

 

A situação também aumentou os riscos de desnutrição e epidemias em uma área que, segundo o Escritório da ONU, já é conhecida por altos índices de desnutrição e um sistema de saúde fraco.

 

A atual emergência na região de Kasai começou na província de Kasai Central com a violenta revolta de uma milícia local, Kamuina Nsapu, em agosto do ano passado.

 

Desde então, a crise se espalhou para províncias vizinhas com combates entre a milícia e forças nacionais de segurança e violência deliberada a civis por todas as partes do conflito.



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