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Albânia: Albaneses tolerantes e um povo de irmãos
22 de Setembro de 2014

O Papa retornou a Roma domingo, 21 de Setembro, depois de uma visita de 11 horas à Albânia, onde fez chamados à tolerância entre as religiões e animou a seguir o modelo de um país exemplar para a convivência pacífica entre várias confissões.

 

No voo de regresso, Francisco sublinhou aos jornalistas a importância da cultura da “convivência e fraternidade” no país balcânico. O Papa explicou ter descoberto que os albaneses “não são apenas tolerantes, mas irmãos, têm a capacidade da fraternidade, e isto se vê na convivência, na colaboração entre as religiões: islâmicos, ortodoxos e católicos, e colaboram como irmãos”.

 

Francisco concluiu assim a sua primeira viagem oficial a um país da Europa desde que foi eleito em março de 2013 e a quarta internacional, depois de Brasil, Terra Santa e Coreia do Sul.

 

Durante sua permanência na Albânia, que já recebeu São João Paulo II em 1993, Francisco prestou homenagem aos mártires religiosos do comunismo e elogiou “os cristãos que não se dobraram diante da ameaça, mas mantiveram, sem desanimar, seu caminho de fé”.

 

Em 1967, o ditador Enver Hoxha proclamou a Albânia o primeiro “país ateu” no mundo. Várias igrejas e mesquitas foram destruídas. Atualmente, dos três milhões de albaneses, os muçulmanos representam 56 por cento da população, que tem ainda 15 por cento de católicos e 11 por cento de ortodoxos.

 

Entre as próximas viagens programadas pelo Papa estão visitas à sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França) em 25 de novembro, à Turquia, também em fins de novembro, e já em 2015, em janeiro, às Filipinas e Sri Lanka.



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