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Sudão do Sul: Após indicar demissão de estrangeiros, Governo volta atrás
18 de Setembro de 2014

O governo do Sudão do Sul voltou atrás e não vai forçar as ONGs e empresas privadas a demitir funcionários estrangeiros e substituí-los por sul-sudaneses.

 

“Gostaria de afirmar claramente que não há uma ordem da República do Sudão do Sul para expulsar trabalhadores estrangeiros”, disse o Ministro das Relações Exteriores, Barnaba Marial Benjamin.

 

"Podemos assegurar aos nossos queridos quenianos, e também aos ugandeses, eritreus, etíopes e todos os outros cidadãos de países vizinhos que estão aqui, que vocês são muito bem-vindos ao Sudão do Sul", acrescentou.

 

O discurso foi feito na quarta-feira, 17 de Setembro, após os protestos das agências de desenvolvimento e dos países vizinhos no dia anterior, quando foi revelada uma Circular assinada pelo Ministro do Trabalho, Ngor Kolong Ngor, a dizer que todas as ONGs e empresas privadas deveriam demitir os funcionários estrangeiros no prazo de um mês e substituí-los por cidadãos locais.

 

"Todas as organizações não-governamentais, empresas privadas, bancos, seguradoras, empresas de telecomunicações, empresas de petróleo e do ramo turístico em geral que operam no Sudão do Sul devem notificar os seus trabalhadores estrangeiros que deverão deixar seus postos a partir de 15 de outubro de 2014. O objetivo desta circular é induzir e proteger os direitos e interesses do povo do Sudão do Sul", dizia a nota.

 

Em sua declaração, Barnaba Benjamin explica que esta circular foi distribuída antes do tempo e que o Ministério do Trabalho ainda estava a desenvolver uma nova legislação trabalhista. No entanto, o ministro reconheceu que “seria discutida mais tarde” uma possível legislação sobre os postos que poderiam ser preenchidos por estrangeiros e quais os postos deveriam empregar sul-sudaneses.

 

Apenas um quarto da população do Sudão do Sul é alfabetizada e o país emprega dezenas de milhares de estrangeiros vindos principalmente dos países vizinhos, como Quénia, Etiópia, Sudão, Uganda e Eritreia.

 

Com informações de «Mundo Negro Digital».



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