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Paquistão: Apelo ao Supremo Tribunal no caso de cristã condenada a morte
21 de Outubro de 2014

Ativistas e líderes cristãos de todo o mundo lançam um apelo ao Supremo Tribunal Paquistão para que acelere o tempo do processo de Ásia Bibi, condenada à morte, em segunda instância, por blasfêmia. Na primeira fila o movimento Christian Solidarity Worldwide (CSW), que pede também segurança e garantia para a mulher cristã, mãe de cinco filhos, objeto de ameaças de morte na prisão.

 

Antes de chegar ao veredicto, somente neste ano os juízes adiaram cinco vezes a audiência e foram alvo – junto com os advogados de defesa – de ameaças de morte por grupos fundamentalistas islâmicos.

 

Durante a leitura da sentença no último dia 16 de outubro – refere a agência AsiaNews – estavam presentes o líder religioso Qari Saleem que fez a denúncia contra Asia Bibi e expoentes do grupo Jamaat ud Dawa (JuD), braço político do movimento extremista islâmico do Paquistão, Lashkar-e-Taiba (LeT). Eles queriam conseguir também em segundo grau a condenação da mulher, com acusações falsas e infundadas.

 

Asia Bibi, foi presa em 19 junho de 2009 e condenada à morte em primeira instância em novembro de 2010, desde então está submetida ao regime de isolamento por razões de segurança; ela tornou-se um símbolo da luta contra a blasfêmia. Por tê-la defendido em 2011, extremistas islâmicos mataram o governador do Punjab, Salman Taseer, e o ministro para as Minorias religiosas, o católico Shahbaz Bhatti.

 

A comunidade cristã no Paquistão promoveu várias vezes, dias de jejum e oração – aos quais aderiram também muçulmanos – pedindo a sua libertação. Na sentença de condenação, o juiz considerou válidas as acusações de duas mulheres muçulmanas que testemunharam sobre a suposta blasfêmia cometida por Ásia.

 

Andy Dipper, responsável pelo escritório operativo da CSW, fala de “grande decepção” pela decisão do Supremo Tribunal de Lahore. Segundo o ativista a sua injusta condenação é um sinal dos “contínuos abusos” cometidos em nome das leis sobre a blasfêmia e da “fraqueza” do sistema judiciário do Paquistão.



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