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Mundo: Dia da Alimentação destaca a “agricultura familiar”
16 de Outubro de 2014

Celebra-se nesta quinta-feira, 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação sob o tema “Agricultura familiar: alimentar o mundo, cuidar do planeta”.

 

O ano de 2014 foi escolhido pelas Nações Unidas para celebrar o Ano Internacional da Agricultura Familiar, com o objetivo de reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.

 

A agricultura familiar não só contribui consideravelmente para a segurança alimentar do mundo, como também protege a agro-biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais, preservando os alimentos e as dietas tracionais e impulsionando as economias locais, ajudando a combater a pobreza absoluta.

 

O relatório da FAO sobre o Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (SOFI de 2014) mostra que um total de 805 milhões, ou seja, cerca de uma em cada nove pessoas no mundo, estima-se estarem a sofrer de fome crónica, não recebendo regularmente alimentos suficiente para conduzir uma vida ativa e próspera. Ainda assim, este valor é inferior aos 868 milhões reportados em 2010-12.

 

A fome e o desperdício

Em um mundo onde a fome é uma realidade dramática desperdiçam-se alimentos no valor de mais de dois mil milhões de Euros, por ano. A cifra emerge do estudo «Food Wastage Footprint» feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

 

Por iniciativa da FAO e da Organização Mundial de Saúde (OMS), realizar-se-á de 19 a 21 de Novembro próximo, em Roma, a segunda Conferência Internacional sobre Nutrição.

 

CPLP solidifica a sua jornada na luta contra a Fome

Os dados recentemente publicados pela FAO evidenciam avanços significativos alcançados pelos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Refere que nos últimos 2 anos, o número de pessoas que passa fome na CPLP reduziu em cerca de 25 por cento, de 28 milhões para menos de 22 milhões. Sendo o Brasil um dos países que mais avançou rumo à erradicação da fome. Dos cerca de 11 por cento de desnutridos em 2000-02, o índice está hoje abaixo dos 5 por cento. Angola reduziu em cerca de 70 por cento, São Tomé e Príncipe em 52 por cento, Moçambique 49,7 por cento, em Cabo verde 40 por cento, Timor Leste 36 por cento. Guiné-Bissau foi, assim, o único país que regrediu, saindo das 200 mil pessoas afetadas em 1990 para cerca de 300 mil em 2012-2014. Tirando o caso da Guiné-Bissau que passou por situações extraordinárias de instabilidade política, os restantes estão a caminho de cumprir a meta do milénio de reduzir para metade a incidência da fome, tendo alguns já ultrapassado a meta.



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