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África: Igreja em ação coordenada contra ébola
11 de Novembro de 2014

A Cáritas Internacional convocou uma conferência destinada a todas as Congregações religiosas e às organizações de inspiração católica activas nos países atingidos pela epidemia de ébola. Sensibilização e prevenção, mas também segurança alimentar e aproximação pastoral, são as prioridades das intervenções previstas.

 

Desde o início da pandemia, Cáritas Internacional contribuiu com a luta contra o Ébola com 2.600 spots de rádio para explicar os métodos básicos para evitar o contágio do vírus, também difundiu esta informação através de um milhão de mensagens de texto e distribuiu 53 mil kits sanitários entre as famílias da Guiné e Serra Leoa.

 

O objetivo da Cáritas agora é dar assistência e segurança alimentar às pessoas em quarentena, assim como sensibilizar e prevenir o contágio do vírus e ter proximidade pastoral: mais de 1.500 famílias em Serra Leoa, e 1.250 na Guiné. Dom Vitillo explica que “essas pessoas não podem sair de casa, o governo e as paróquias lhes dão comida, mas só por 21 dias… Mas se uma pessoa adoece, o período de quarentena é aumentado para todos. Por isso, é necessário ter um sistema que garanta a alimentação necessária e a distribuição às comunidades locais”.

 

“Nós temos de estar ao lado dos pobres, ao lado dessas pessoas que estão doentes e que são excluídas. Antes de mais, educação social e depois manter abertas as clínicas e os hospitais da Igreja, a fim de que possamos assegurar a saúde a toda a população. Depois, temos de responder as pessoas não só com tratamento direto, mas também do ponto de vista pastoral. É preciso pensar no futuro desses países”, concluiu Dom Vitillo.

 

Até agora são mais de cinco mil mortos e cerca de 14 mil contagiados pelo vírus. A doença tem uma taxa de mortalidade que ronda os 60 por cento.



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