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Roma: Congresso mundial sobre a mobilidade humana
26 de Novembro de 2014

“Os países que acolhem imigrantes poderiam receber grandes benefícios”, disse no discurso de abertura do VII Congresso mundial de pastoral sobre a mobilidade humana – que se realizou de 17 a 21 de Novembro no Vaticano – o cardeal Antonio Maria Vegliò, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, instando o Ocidente a considerar os migrantes como um “recurso para as comunidades que os acolhem”, e não um problema.

 

A «feminização» é uma nova característica do fenómeno migratório, ressalta o comunicado final do VII congresso. «As mulheres – anuncia o Pontifício conselho para a pastoral dos migrantes e itinerantes – já não imigram por motivo de reunificação familiar, mas tornaram-se também um sustento económico da família». Por isso a migração pode ser um instrumento «para o reconhecimento positivo do papel das mulheres», mas também «uma ameaça, quando as redes criminosas se aproveitam da sua vulnerabilidade, obrigando-as à armadilha do tráfico de pessoas e até da prostituição e da exploração».

 

Do mesmo modo, frisa o comunicado, os jovens migrantes são «uma grande potencialidade na construção de pontes de cooperação entre as sociedades em vista do desenvolvimento». Precisamente por isso, a solicitude pastoral pelos jovens migrantes «concentra-se na sua formação religiosa e integral, ajudando-os a ser autênticas pontes entre as culturas, tanto em benefício das comunidades cristãs como da sociedade».



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