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Vaticano: Mundo islâmico seja compacto em condenar violência
1 de Dezembro de 2014

Na viagem de volta de Istambul para Roma, o Papa pediu que todas as autoridades religiosas, políticas e intelectuais muçulmanas condenem claramente o terrorismo islâmico.

 

Francisco afirmou que seria bom que os dirigentes muçulmanos do mundo, de todos os campos, se pronunciassem claramente condenando essa violência, que prejudica o Islão. Na coletiva de imprensa concedida a bordo do avião, ele reiterou que “ajudaria a maioria dos muçulmanos se isso saísse da boca dos dirigentes. Precisamos de uma condenação global”, enfatizou.

 

"É certo que estes atos, cometidos não apenas na região (Iraque, Síria), como também na África, causam uma certa reação de repulsa: como se o Islão fosse assim! Isso me revolta. Muitos muçulmanos se sentem ofendidos e dizem: 'nós não somos essa gente’. O Alcorão é um livro de paz", disse.

 

Francisco condenou as pessoas que "dizem que todos os muçulmanos são terroristas". "Também não se pode dizer que todos os cristãos são fundamentalistas".

 

O Bispo de Roma também denunciou a 'cristianofobia': “os islâmicos perseguem os cristãos no Médio Oriente, e eles devem partir, perdendo tudo ou sendo obrigados a pagar impostos”.

 

O Papa revelou ainda que no sábado, 29 de Novembro, rezou pela paz, na Mesquita Azul, em Istambul, e que gostaria de se encontrar com o Patriarca ortodoxo de Moscou.

“Na mesquita rezei pela Turquia, pelo mufti, por mim. Disse: Senhor, acabemos com estas guerras”.

 

Francisco reiterou ainda o seu desejo de viajar ao Iraque: “Quero ir ao Iraque. Falei com o Patriarca Sako, enviei o Cardeal Filoni, mas não é possível, porque se eu fosse lá neste momento, criaria um problema de segurança bastante sério às autoridades", disse.

 

A respeito da possibilidade de se deslocar ao Curdistão ou de visitar um campo de refugiados, Francisco respondeu que “gostaria de ir a um campo de refugiados, mas seria preciso mais um dia e não era possível, por várias razões, não só pessoais”, adiantou, agradecendo o esforço do Governo turco no auxílio a estas populações.

 

O Papa repetiu a convicção de que se vive uma “terceira guerra mundial aos pedaços, em capítulos”, por detrás da qual há um sistema que tem no centro o deus dinheiro e não a pessoa humana. “Por detrás disto há interesses comerciais: o tráfico de armas é terrível, é um dos negócios mais fortes neste momento”, realçou.



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