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Mauritânia: Escravatura representa ameaça à unidade nacional
4 de Dezembro de 2014

A verdadeira ameaça que paira sobre a unidade nacional e hipoteca a existência do país, é a vontade manifesta do Estado mauritano, encorajado pelas forças mais retrógradas, de manter camadas importantes da sociedade na escravatura.

 

Esta denúncia consta de uma declaração da Iniciativa de Ressurgimento do Movimento Abolicionista (IRA), uma Organização Não Governamental (ONG) antiesclavagista.

 

A IRA reagia assim a uma alocução do Presidente mauritano, Mohamed Ould Abdel Aziz, de 28 de novembro último, por ocasião da celebração do 54º aniversário da independência do país, na qual anunciava a sua determinação a combater "o extremismo".

 

Este movimento denuncia por outro lado as condições cancerais em que se encontram o seu líder, Biram Ould Dah Ould Abeid, candidato derrotado nas eleições presidenciais de Junho de 2014 e vencedor do prémio das Nações Unidas para os Direitos Humanos em 2013,  e vários militantes antiesclavagistas, detidos provisoriamente em Nouakchott.

 

Criminalizado pela Constituição e por vários outros textos, o fenómeno da escravatura continua a ser objecto de interpretações divergentes na Mauritânia.

 

As autoridades admitem a existência de "sequelas" e anunciaram, em Março último, a adopção de um roteiro de 29 pontos para a sua eliminação.

 

Organizações Não Governamentais (ONG) abolicionistas denunciam está prática em grande escala e cujos presumíveis autores gozam "da impunidade".



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