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Mundo: Três mil morreram no Mediterrâneo tentando fugir da pobreza
1 de Outubro de 2014

Mais de 3.000 migrantes morreram no Mediterrâneo em 2014 quando tentavam fugir da pobreza em seus países. Este número é mais do que o dobro do registrado em 2011, auge da Primavera Árabe, quando as vítimas das travessias rumo à Europa foram 1.500, nos primeiros nove meses. No mundo, foram mais de 4.000 as vítimas mortais em ação de migração.

 

Os dados divulgados pela Organização Internacional para as Migrações (IOM, na sigla em inglês), demonstram há mais de 20 anos que a travessia do Mar Mediterrâneo constitui o trajeto mais perigoso para os migrantes ‘irregulares’. Desde 2000, mais de 22 mil pessoas morreram em naufrágios neste mar.

 

A maior parte dos migrantes mortos afogados, asfixiados, de fome ou frio, nas portas da Europa, provinham da África setentrional e do Oriente Médio, segundo estatísticas da IOM.

 

“Mais de 112 mil imigrantes em situação irregular foram identificados pelas autoridades italianas nos primeiros oito meses de 2014, quase três vezes mais do que em todo ano de 2013”, alerta a OIM. Muitos destes imigrantes fogem de conflitos, perseguições e pobreza em seus países natais.

 

“Há um ano, o mundo assistia com horror à morte de cerca de 360 imigrantes que tentavam nadar até a costa da ilha italiana de Lampedusa. Infelizmente, o horror parece não acabar: até 500 imigrantes morreram ao longo de Malta, algumas semanas antes da publicação deste relatório” - lembrou o diretor-geral da IOM, William Lacy Swing.



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