Página Inicial







Síria: Crianças de cinco anos recrutadas para lutar
17 de Dezembro de 2014

A chefe do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária (Ocha), Valerie Amos, afirmou que até agora, quase 200 mil pessoas morreram no conflito na Síria e cerca de um milhão ficaram feridas.

 

A chefe do Ocha disse que atualmente 12,2 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, 2,9 milhões a mais do que em fevereiro.

 

Ela declarou que quase metade da população está deslocada, um total de mais de 7,6 milhões. Isso representa 20 por cento dos deslocados em todo o mundo. Amos afirmou ainda que mais de três milhões de sírios estão refugiados nos países vizinhos.

 

Ela alertou que 5,6 milhões de crianças necessitam de ajuda imediata. Amos afirmou que esses menores continuam a ser assassinados, torturados e sujeitos a violência sexual por todas as partes envolvidas no conflito.

 

A chefe do Ocha citou relatos de crianças sendo executadas em público, particularmente pelo grupo Estado Islâmico da Síria e do Levante, Isil. Ela contou que crianças de apenas cinco anos estão a ser treinadas para combate em um campo da região de Ar-Raqqa.

 

Segundo Amos, "o conflito na Síria não está a acabar somente com o presente do país, mas está destruindo o futuro da nação".

 

A chefe humanitária declarou que as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança para que governo e grupos armados sírios parem de lutar e respeitem os direitos humanos foram ignoradas.

 

Amos explicou que em muitas regiões do país a violência piorou com os civis a pagar um preço muito alto pela crise. Muitos são mortos ou feridos, eles sofrem também traumas psicológicos, deslocamentos e danos a suas casas e propriedades.

 

Ela disse ainda que raparigas de apenas 12 anos estão a ser capturadas por membros do Isil para servirem como escravas sexuais, além disso, o número de casamentos forçados também está a aumentar na região.

 

Amos declarou que "não existem mais palavras para explicar a brutalidade, a violência e o desprezo pela vida humana que representam a marca registrada dessa crise". Segundo ela, a comunidade internacional está paralisada com o impacto dos números, do alcance regional e do impasse político".

 

Amos apelou aos países que encontrem uma solução política para o fim da guerra civil na Síria e pediu às partes em conflito que respeitem as resoluções impostas pelo Conselho de Segurança dizendo que "até mesmo em guerras existem regras".



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados