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Jordânia: Mais de 7.000 refugiados cristãos provenientes do Iraque
17 de Dezembro de 2014

Os cristãos iraquianos fugidos de Mosul e da Planície de Nínive que encontraram refúgio na Jordânia são mais de 7.000, e os recursos disponíveis para sua assistência terminarão em dois meses.

 

O alarme é lançado por Wael Suleiman, diretor da Caritas Jordânia. “70 por cento dos refugiados cristãos estão concentrados na área de Amã. Mil estão hospedados em 18 paróquias e outros encontraram alojamento em casas. Vivem com o sonho de fugir para os EUA, a Austrália ou a Europa, num estado deplorável de expectativa que castiga principalmente os jovens de idade escolar. Passam os dias ociosos, porque, inclusive por razões burocráticas, não têm acesso às escolas jordanianas”, refere Suleiman.

 

Os refugiados iraquianos hóspedes do Reino têm futuro incerto. “Como Caritas Jordânia”, explica Suleiman, “estamos em grande dificuldade. Pagamos o aluguel para as famílias cristãs, distribuímos alimentos e bens de primeira necessidade, mas em dois meses, as verbas destinadas a estas iniciativas de assistência estarão no fim. Teremos que dizer a estas pessoas que deixem as casas e vão morar nas ruas. Até agora, as Caritas da Alemanha e dos EUA nos ajudaram, mas nenhuma ajuda chegou de outras entidades. Nenhum organismo humanitário internacional oferece ajuda aos cristãos, para não ser acusado de agir de modo discriminatório”.



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