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Libéria: Os que sobreviveram ao ébola
23 de Outubro de 2014

Desde o início da epidemia de ébola na África ocidental, mais de 4.500 pacientes foram internados nos centros de tratamento montados por Médicos Sem Fronteiras (MSF). Mais de 2.700 deles resultaram positivos no teste do vírus. Entre muitas perdas e sofrimentos, há também histórias de sobreviventes. Segundo um comunicado de MSF, esta semana o centro de Foya, na Libéria, festejou a cura do milésimo sobrevivente entre todos os pacientes curados nos projetos em atividade na Guiné, Serra Leoa e Libéria desde março passado, quando a organização começou a enfrentar a emergência na África.

 

O pai do milésimo jovem curado trabalha para ONG como promotor de saúde, visitando os vilarejos e sensibilizando a população sobre o vírus. Depois de perder a esposa, o irmão, o enfermeiro que cuidou da mulher e as duas filhas menores, o único sobrevivente era o filho mais velho, de 18 anos, que vivia em Monróvia na casa onde o restante da família adoeceu, e que não demonstrava os sintomas da doença. Uma vez em Foya, as pessoas do vilarejo o afastaram. Pai e filho tiveram que se transferir. Segundo o relato do pai, publicado pelos agentes de MSF, um dia depois o jovem parecia mais cansado do que o habitual. E foi levado para o centro de tratamento em Foya para fazer o teste do ébola, que resultou positivo. Depois de um período de tratamento, o jovem começou a melhorar até o completo restabelecimento. Atualmente, na região trabalham cerca de três mil agentes de MSF, entre os quais 250 agentes internacionais.

 

Veja AQUI o vídeo do Mamadee, de 11 anos, que não para de dançar mesmo infectado pelo vírus ébola.



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