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Filipinas: Liderar a abolição da pena de morte na Ásia
27 de Outubro de 2014

Filipinas quer liderar a campanha pela abolição da pena de morte na Ásia, afirmaram ativistas, políticos e líderes religiosos antes da conferência continental marcada em Manila nos dias 27 e 28 de Outubro.

 

Justamente com este compromisso, as Filipinas, nação exemplar no continente, guiarão a primeira Conferência asiática internacional “Não há justiça sem a vida”, focada na campanha de abolição da pena capital. Participam Ministros da justiça de várias nações, funcionários públicos, prefeitos, representantes religiosos, testemunhas da luta pela justiça e os direitos humanos provenientes de diferentes países asiáticos, como Filipinas, Índia, Japão, Indonésia, Mongólia, Laos, Camboja, Vietnam e outros.

 

A Conferência – organizada pelo Departamento de justiça das Filipinas e pela Comunidade de Santo Egídio, em colaboração com o Município de Mandaluyong, na metrópole de Manila – quer oferecer uma plataforma de diálogo aos países interessados em uma moratória das execuções capitais.

 

“Temos uma lei, assinada em 24 de junho de 2006, que abole a pena capital”, recordou a secretária da Justiça do governo filipino, Leila de Lima. Em julho de 2014, os bispos filipinos divulgaram uma nota expressando “absoluta e plena contrariedade ao retorno da pena de morte”, diante da tentativa de algumas lobbies de restabelecê-la na nação.

 

A conferência abolicionista se realiza na Ásia “justamente porque a maior parte dos países que mantêm em vigor a pena capital estão na Ásia”, explicou Leonardo Tranggono, assessor de relações internacionais da Comunidade de Santo Egídio. Nos últimos anos, 114 países membros das Nações Unidas concordaram em colocar em vigor uma moratória ou a cessação da aplicação da pena de morte, mas 58 países ainda a aplicam, muitos na Ásia.



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