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África: Crescimento não reflete no desenvolvimento social
20 de Novembro de 2014

A ONU considera que as altas taxas de crescimento em África não reflectem uma transformação social e económica, deixando o continente dependente das matérias-primas e dos recursos naturais, e com grandes desigualdades sociais.

 

De acordo com o relatório «Dinamismo da Política Industrial Dinâmica em África», lançado pela Organização das Nações Unidas e pela União Africana, a transformação estrutural que é defendida permitiria ao continente deixar de ser caracterizado como "uma sociedade basicamente agrária com uma aguda dependência dos recursos naturais".  

 

Passaria, argumentam estes peritos, "para um modelo económico baseado nos sectores de alta produtividade, especialmente a manufacturação e os serviços e agricultura modernos, com uma significativa adição de valor, geração de emprego, mais competitivo local e internacionalmente, e com uma distribuição mais equitativa do rendimento", que potenciaria ainda mais as taxas de crescimento médio a rondar os 6 por cento. 

 

No dia em que se assinala a Industrialização em África, o relatório com quase 150 páginas explica que esta transformação estrutural tem sido limitada por um conjunto de razões, entre as quais se contam "a fraca capacidade institucional e a capacidade de organização, os poucos investimentos em manufacturação e capacidades produtivas, e o limitado desenvolvimento de perícia e conhecimento para as actividades económicas mais desenvolvidas".

 

O Dia da Industrialização de África, que hoje se assinala, foi criado em Julho de1989 em Addis Abeba numa reunião de chefes de estado e de governo da então Organização da Unidade Africana e adoptado em Dezembro no mesmo ano pela assembleia-geral das Nações Unidas.



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