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Eritreia: Relatório sobre direitos humanos realça “domínio do medo”
9 de Junho de 2015

Um informe da Comissão de Inquérito da ONU sobre os Direitos Humanos na Eritreia caracteriza um “Estado totalitário” e o “controlo dos cidadãos por um vasto aparato de segurança que penetrou em todos os níveis da sociedade.”

 

O documento de 500 páginas destaca que “não é a lei que rege eritreus, mas o medo”. O relatório menciona violações generalizadas e brutais dos direitos humanos que criaram um clima de medo onde a contestação é reprimida.

 

Grande parte da população é submetida a trabalhos forçados ou à prisão e centenas de milhares de refugiados fugiram do país, descreve o informe publicado esta segunda-feira em Genebra.

 

O documento cita a recolha de informações através de um sistema de controlo abrangente e arbitrário para manter a população em estado de ansiedade permanente.

 

O estudo lembra que vários governos da Europa, do norte de África e do Médio Oriente tentam lidar com um êxodo crescente de refugiados, candidatos a asilo e migrantes que fogem através do mar Mediterrâneo e de outras vias irregulares.

 

Os eritreus que tentam chegar à Europa são “parte significativa dessas vítimas de traficantes humanos”. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, mais de 357,4 mil cidadãos do país africano eram motivo de preocupação da agência em 2014.



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