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RD Congo: Bispos denunciam insegurança e ameaças à família
1 de Julho de 2015

Os bispos da República Democrática do Congo denunciam a insegurança no país ao fim da sua 52ª Assembleia Plenária, que teve lugar em Kinshasa de 22 a 26 de junho.

 

"Os bispos – lê-se num comunicado – têm ouvido o grito de alarme da população do Território de Bondo, depois dos massacres e sequestros perpetrados pelo LRA (Exército de Resistência do Senhor), bem como a comovente mensagem da Assembleia Episcopal provincial de Bukavu, denunciando o silêncio perante os três principais perigos em Kivu: um clima de genocídio; um foco de integralismo jihadista e um processo de balcanização”.

 

No documento reitera-se a posição da Conferência Episcopal sobre o diálogo nacional promovido pelo Presidente Joseph Kabila, que "deve ocorrer em estrita conformidade com o quadro constitucional e institucional em vigor". Ou seja, sem que haja alguma mudança constitucional para permitir ao Presidente cessante de concorrer às eleições para obter um terceiro mandato.

 

No plano pastoral, os bispos assinalam os perigos que a família deve enfrentar, vítima de "diversas forças que procuram deformá-la e até mesmo destruí-la". Por isso, depois do Sínodo de outubro dedicado à família, os bispos congoleses convocaram para o mês de fevereiro de 2016, um Congresso nacional sobre a família.



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