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Vaticano: Escutar o grito das vítimas da exploração mineira
20 de Julho de 2015

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Cardeal Peter Turkson, Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, a pedir atenção ao “grito de indignação e de socorro” das “pessoas e comunidades que experimentaram as repercussões das atividades mineiras”.

 

A mensagem, enviada na sexta-feira, dia 17 de julho, foi por ocasião da conferência subordinada ao tema “Ouvimos um grito, unidos a Deus,” realizada em Roma.

 

Na sua mensagem, o Papa refere as pessoas e comunidades que experimentaram as repercussões das atividades mineiras e que “levantam a sua voz pelos seus terrenos perdidos, pela extração de riquezas do solo, e tentam reagir às violências, às ameaças e à corrupção”.

 

Trata-se de um grito de indignação e de socorro pelas violações dos direitos humanos, clamorosamente espezinhados no que se refere à saúde das populações, às condições de trabalho, à escravidão e ao tráfico de pessoas.

 

Trata-se também de um grito de tristeza e de impotência, recorda o Santo Padre, pela contaminação das águas, do ar e dos solos; um grito de incompreensão pela ausência de processos inclusivos e de apoio por parte das autoridades civis, locais e nacionais, que têm, fundamentalmente, o dever de promover o bem comum.

 

“Os minerais são um dom de Deus” – observou o Papa – sendo necessário que todo o setor mineiro seja chamado “a realizar uma radical mudança de paradigma para melhorar a situação em muitos países”.

 

Para tal é precisa a contribuição dos Governos dos países onde atuam as empresas multinacionais, como também dos investidores, empresários, autoridades locais, operários e consumidores.

 

Constituímos uma única família humana, por isso, o Papa Francisco “encoraja as comunidades, representadas neste encontro de reflexão, a encontrarem meios para interagir, de modo construtivo, com todos os outros envolvidos, mediante um diálogo sincero e respeitoso”.



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