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Sudão do Sul: Relatório revela atrocidades generalizadas
22 de Julho de 2015

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) divulgou, a 21 de Julho, um relatório sobre atrocidades cometidas pelo exército do Sudão do Sul e milícias aliadas contra civis do Estado de Unidade, no norte do Sudão do Sul.

 

“As forças do governo do Sudão do Sul e combatentes aliados realizaram dezenas de assassinatos, violações, pilhagens e destruição de bens pelo fogo em uma ofensiva militar nos meses de Abril e Maio de 2015. Os ataques deliberados contra civis e bens civis equivalem a crimes de guerra”, lê-se no relatório.

 

No final de Abril e durante o mês de Maio 2015, as forças do Governo do Sudão do Sul e as milícias aliadas atacaram os rebeldes que ocupavam a região petrolífera do Estado de Unidade e mataram, violaram e expulsaram civis. Casas, assentamentos e aldeias inteiras foram queimadas, muitas coisas foram roubadas e inclusive os rebanhos de vacas, cabras e ovelhas, bem como roupas, alimentos e utensílios.

 

Os repetidos ataques a civis e a destruição das casas varreu as localidades de Rubkona, Guit, Koch e Leer levando a mais 100 mil civis a fugirem de suas casas.

 

Vítimas e testemunhas da ofensiva militar afirmaram que o exército e milícias aliadas realizam uma campanha contra a população local. Entre os crimes citados estão o assassínio de civis, saques, destruição de aldeias e o deslocamento de mais de 100 mil pessoas. Algumas das denúncias mais preocupantes são sobre sequestro e abuso sexual de mulheres e raparigas, algumas das quais foram queimadas vivas nas suas casas.



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