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Mundo: Fome concentra-se em África e Ásia
28 de Maio de 2015

O relatório anual das Nações Unidas sobre a fome no mundo foi apresentado na terça-feira, 27 de maio, na sede da FAO, em Roma. O “mapa da fome” no mundo indica concentração dos piores níveis em África e Ásia.

 

O documento indica que hoje 795 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Na última década, contudo, mais de 167 milhões saíram do mapa da fome. No total, em 25 anos, o número de famintos foi reduzido em 216 milhões. Em 1990 eram mais de Mil milhões de famintos. A África, todavia, tem hoje de acordo com a FAO, mais de 220 milhões de pessoas famintas, o que representa 23 por cento da população do continente. Enquanto o mundo caminha para erradicar a fome, velhos problemas bloqueiam o progresso africano, afirmou o diretor geral da FAO, José Graziano da Silva.

 

“Nós temos algumas regiões que, definitivamente, ficaram para trás: o Oriente Médio, basicamente os países que estão em conflito (Síria, Iraque e Iêmen) e a África central subsariana, são as regiões que concentram a fome no mundo”.

 

De acordo como relatório da fome no mundo deste ano, 72 de 129 países em desenvolvimento atingiram a meta de desenvolvimento do milênio em reduzir pela metade o número de famintos a partir de 1990. Muitos destes países estão, paradoxalmente, no continente africano.

 

“Na costa atlântica da África, nós temos países como Angola e também Cabo Verde que fizeram progressos notáveis nos últimos anos. Alguns países que foram destruídos pela guerra civil, caso de Angola, que se recuperaram, e que utilizaram os recursos da produção mineral entre elas o petróleo, para promover o desenvolvimento, inclusive o desenvolvimento rural”.

 

Os países africanos se comprometeram ao assinar o Tratado de Maputo, em 2003, investir 10 por cento do orçamento em desenvolvimento de agricultura o que teria reflexos diretos na luta contra a fome. Todavia, esse percentual não chegou, em média, a sequer a 2 por cento.

 

“Toda a África tem este potencial, a África hoje precisa de paz em primeiro lugar, mas precisa também de um desenvolvimento mais inclusivo, de um compromisso maior dos governantes com o desenvolvimento interno de seus países”.

 

Graziano da Silva disse ainda que o mundo pode erradicar a fome até a metade desse século. Segundo ele, "há alimento demais, é um problema de acesso aos mais pobres".



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