Página Inicial







Sudão do Sul: Quase metade da população deve enfrentar fome intensa
28 de Maio de 2015

O Programa Mundial de Alimentação (PMA) alertou para os “piores níveis de insegurança alimentar na história do Sudão do Sul”. Cerca de 4,6 milhões de sul-sudaneses devem enfrentar fome intensa nos próximos três meses. A informação é do estudo Classificação da Segurança Alimentar Integrada, que indica que o número corresponde a 40 por cento da população sul-sudanesa.

 

A agência realçou que a situação é causada pela combinação de fatores como o conflito, a subida dos preços alimentares e o agravamento da crise económica no mais novo país do mundo.

 

A pesquisa elaborada por várias entidades que operam no país defende a necessidade urgente de comida para salvar vidas ou de assistência com meios de subsistência.

 

De acordo com o PMA, o estudo confirma os receios de que o conflito e o início da época de escassez intensificam os níveis alarmantes de fome, tanto em áreas afetadas pelos confrontos como em outras áreas do país.

 

A representante da agência da ONU no Sudão do Sul, Joyce Luma, disse que a análise é um lembrete ao mundo de que o Sudão do Sul não pode ser esquecido.

 

O PMA disse estar preocupado com um possível agravamento, com o deteriorar das condições económicas. Outra preocupação é que a falta de fundos e a limitação do acesso humanitário comprometam o atendimento às necessidades crescentes.

 

Jonglei, Alto Nilo e Unidade, são os estados mais afetados pelos confrontos que continuam a deslocar um grande número de pessoas para áreas remotas. O PMA lembra que o conflito impede o cultivo e perturba os mercados de alimentos.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados