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Sudão do Sul: Malakal ocupada pelo SPLA na oposição
19 de Maio de 2015

“Durante os intensos combates, praticamente não se encontravam civis na cidade, Graças a Deus”, contam à agência missionária MISNA fontes que se encontram em Malakal, capital do estado petrolífero do Alto Nilo, que, de novo, passou para outras mãos, depois de uma ofensiva das forças hostis ao presidente Salva Kiir. O Alto Nilo é o único estado do Sudão do Sul onde se continua a extrair o petróleo, o principal recurso do país, que se tornou independente em 2011, após uma guerra civil que durou décadas.

 

“A cidade é agora apenas uma montanha de ruínas e de edifícios abandonados, mas, como é a capital da região, continua a ter um grande interesse estratégico”, disse a fonte da MISNA, que se encontra num acampamento da ONU, nos arredores de Malakal, com cerca de 32.000 deslocados de guerra, um número nunca antes alcançado.

 

Durante a ofensiva, os militares do ex-vice-presidente Riek Machar receberam apoio de uma milícia Shilluk, liderada por Johnson Olony, um comandante que até ao mês passado era um aliado das forças do governo. A maioria da população de Malakal, incluindo as pessoas das duas paróquias, voltou a deixar a cidade já no final de Abril. O reacender-se dos combates deve-se ao facto de ter havido uma ruptura entre Olony e as forças do governo. Segundo o jornal “Sudan Tribune”, a milícia Shilluk anunciou que se constituiria como “uma força independente do Alto Nilo”, disposta a lutar “por um Sudão do Sul livre do ódio tribal e do extermínio étnico” levados a cabo pelo governo de Kiir. De acordo com Olony, o governo de Juba tem favorecido a hegemonia da comunidade maioritária Dinka contra a Shilluk.

 

Fonte: MISNA



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