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Mundo: Relatório da ONU sobre o progresso das mulheres
6 de Maio de 2015

O relatório da «ONU Mulheres» intitulado “O progresso das mulheres no mundo 2015-2016: transformar as economias, concretizar os direitos” apresenta agenda de políticas para transformar as economias e acelerar a igualdade de gênero como uma realidade.

 

O relatório evidencia como as economias falharam em garantir às mulheres o seu empoderamento e o pleno exercício dos seus direitos económicos e sociais tanto em países ricos como em países pobres. Aponta, ainda, que a transformação das economias para fazer com que os direitos das mulheres se tornem realidade é possível mediante a formulação de políticas económicas e de direitos humanos que promovam mudanças de grande alcance.

 

Baseado em evidências e exemplos de políticas que estão produzindo mudanças, o relatório apresenta dez recomendações-chave para avançar na direção de uma economia que assegure às mulheres o seu empoderamento e o exercício dos seus direitos que gerem benefícios para a sociedade em seu conjunto e para o desenvolvimento sustentável em cada país e no mundo.

 

No mundo, somente metade das mulheres faz parte da força de trabalho em comparação com os três quartos dos homens. A participação das mulheres da América Latina e Caraíbas no mercado de trabalho teve o maior aumento entre todas as regiões em âmbito global: de 40 a 54 por cento entre 1990 e 2013; mas está muito distante da participação dos homens (80 por cento). Na região, 59 por cento dos empregos das mulheres são gerados no mercado informal, sem amparo na legislação trabalhista nem proteção social. Além disso, 17 em cada 100 mulheres latinoamericanas economicamente ativas são trabalhadoras domésticas remuneradas.

 

O relatório também destaca as brechas persistentes nas remunerações de homens de mulheres: no mundo, as mulheres ganham em média 24 por cento menos que o salário dos homens; na América Latina e Caraíbas a diferença é 19 por cento.

 

“É necessário com urgência uma agenda transformadora que permita maior igualdade e redistribuição para construir economias que funcionem para as mulheres e os homens por igual”, destaca Luiza Carvalho, diretora regional da ONU Mulheres para América Latina e Caraíbas.



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