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Vaticano: Diáconos devem ter um coração missionário
6 de Maio de 2015

Em cerimónia de ordenação de 14 Diáconos provenientes de África e Ásia, o Card. Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, pediu que tenham “um coração missionário… capaz de transformar todas as coisas”.

 

“Com a sua consagração a Cristo e à Igreja, não lhes deve faltar a alegria e o entusiasmo deste momento; estejam sempre prontos, com a recordação deste dia, a superar as dificuldades que encontrarem na vida e no ministério, gratos a Deus por lhes ter escolhido, incorporado em seu ministério e enviado ao mundo”, disse o cardeal aos 14 alunos do Pontifício Colégio Urbano, provenientes de nove nações da África e da Ásia, que ordenou Diáconos na tarde de sábado, 2 de maio, na Basílica Vaticana.

 

Inspirando-se no Evangelho de domingo, que apresentava a parábola da videira e dos ramos, o Cardeal evidenciou, em sua homilia, que “toda vocação pertence a Deus e Ele é a sua origem ou o autor... quem pensa que é o único a decidir e que tudo se deve à sua vontade, está se enganando”. Outro aspecto destacado é que “Jesus é a verdadeira videira; na Encarnação Ele se enxertou, como gema de alta qualidade, na humanidade estéril e incapaz de produzir bons frutos; consequentemente, nós também somos inseridos e enxertados neste novo broto e somente a partir da nossa união com ele depende a fecundidade de nosso ministério”. Enfim, a finalidade de estar unidos a Cristo é “glorificar a Deus e produzir frutos de caridade e de bem. Um ramo que não produz frutos não é útil, pode ser descartado, queimado”.

 

Em seguida, o Prefeito do Dicastério Missionário delineou a identidade e as características de serviço que o diácono é chamado a desempenhar na Igreja: “Jesus é o exemplo que o Diácono deve imitar... O Diácono reproduz Cristo em seu próprio agir”. O Serviço diaconal, portanto, “não é um serviço qualquer, mas um serviço eclesial, assim como o fazia m os Apóstolos, e foi confiado a ‘homens de boa reputação, plenos de Espírito e sabedoria’; além disso, é um serviço derivado do ministério apostólico e enfim, é um serviço ‘propter homines’, isto é, a vantagem da comunidade e especialmente dos mais carentes”.

 

Enfim, dirigindo-se aos novos Diáconos, os exortou à missão com as seguintes palavras: “Queridos Diáconos, vocês são provenientes de nove países da África e da Ásia: Gana, Coreia, Nigéria, China, Uganda, Tanzânia, Congo-Brazzaville, Benin e Camarões. São territórios em que a Igreja é jovem, mas também nos quais a fé em Jesus não é pregada a muitos. Devem, portanto, ter um coração missionário, como diz o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, quando afirma querer uma Igreja capaz de transformar todas as coisas para inaugurar uma estação evangelizadora mais fervorosa, alegre, generosa, audaz, cheia de amor, até o profundo, e de vida contagiosa!”.



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